De pequeno porte o Gado Bovino, "Vaca Cachena", está perfeitamente adaptado à serra, é extremamente ágil e forte, alimenta-se praticamente de todo o material vegetal disponível, sobretudo nos anos de seca em que o pasto rareia, permitindo-se sobreviver e constituir uma das mais antigas raças autóctones, ainda assim pouco divulgada na actualidade, mau grado a excelência do seu leite para o fabrico de lacticínios e sobretudo a qualidade da sua carne.

Desde a Pré-História que estes habitantes quadrúpedes se passeiam livremente pela serra. Os longos e aguçados cornos e a capacidade de se reunirem em grupos estruturados hierarquicamente, permitiu-lhes manter uma relação de equilíbrio vital com os lobos. Só muito dificilmente e excepcionalmente os lobos capturam um espécime adulto saudável. Os bovinos são, desde sempre, os mais importantes da produção pecuária, constituíam a força de trabalho e uma reserva disponível susceptível de ser vendida nas feiras e a qualquer momento, muitas vezes foi, a moeda viva, o segredo da emigração, na segunda metade do século XIX e durante o Estado Novo, já que financiou as viagens para esse mundo fora.
Nos Invernos, estes nobres e simpáticos animais, descem para as aldeias e são alimentados pelos seus donos com as reservas disponíveis, feno armazenado, campos e prados de erva, nas proximidades dos lugares ou aldeias. Sempre recursos escassos que limitam as possibilidades de posse a um certo, pequeno número de animais, comportável. Eram um indicador da riqueza de cada família e um argumento indissociável dos casamentos, que segundo os costumes, eram tratados pelos chefes das respectivas famílias, sendo muito cobiçados os morgados, (filhos únicos).

Desde a Pré-História que estes habitantes quadrúpedes se passeiam livremente pela serra. Os longos e aguçados cornos e a capacidade de se reunirem em grupos estruturados hierarquicamente, permitiu-lhes manter uma relação de equilíbrio vital com os lobos. Só muito dificilmente e excepcionalmente os lobos capturam um espécime adulto saudável. Os bovinos são, desde sempre, os mais importantes da produção pecuária, constituíam a força de trabalho e uma reserva disponível susceptível de ser vendida nas feiras e a qualquer momento, muitas vezes foi, a moeda viva, o segredo da emigração, na segunda metade do século XIX e durante o Estado Novo, já que financiou as viagens para esse mundo fora.
Nos Invernos, estes nobres e simpáticos animais, descem para as aldeias e são alimentados pelos seus donos com as reservas disponíveis, feno armazenado, campos e prados de erva, nas proximidades dos lugares ou aldeias. Sempre recursos escassos que limitam as possibilidades de posse a um certo, pequeno número de animais, comportável. Eram um indicador da riqueza de cada família e um argumento indissociável dos casamentos, que segundo os costumes, eram tratados pelos chefes das respectivas famílias, sendo muito cobiçados os morgados, (filhos únicos).
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